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Além do Cabelo
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11.abr.2017

A polêmica da carne – o que você precisa saber

Por Nutri Fernanda Bortolon Nenhum comentário , ,

Recentemente a indústria da carne esteve envolvida em uma grande polêmica após a denuncia da Operação Carne Fraca, como todos acompanharam. Além de terem sido encontrados vestígios de papelão, muitas das amostras apresentavam-se vencidas ou com aditivos químicos em demasia, entre outras irregularidades. Essa situação gerou um rebuliço em relação ao consumo de carne, por isso hoje venho dar meu parecer sobre o assunto.

Em primeiro lugar, o consumo de carnes contaminadas e fora do prazo de validade pode causar infecções gastrointestinais graves, mesmo que os alimentos tenham recebido aditivos e conservantes em níveis acima do permitido. Segundo especialistas, o principal risco associado ao consumo dos alimentos deteriorados é o desenvolvimento de infecções gastrointestinais graves causadas por bactérias resistentes. A maioria das infecções gastrointestinais que vemos no dia a dia são consideradas autolimitadas, ou seja, a pessoa tem um quadro de diarreia, põe as toxinas para fora e fica boa depois de alguns dias. Já as bactérias geralmente presentes em carnes putrefatas podem entrar no intestino e levar a quadros mais graves, com muita diarreia e febre. Há casos em que as bactérias causam lesão no tecido intestinal e é necessário que o paciente passe por cirurgia.

Bactéria encontrada em alguns frigoríficos investigados pela Polícia Federal, a Salmonella é um dos microrganismos que levam a problemas gastrointestinais graves. “Ela é muito resistente, podendo resistir a temperaturas muito baixas, até mesmo dentro de um freezer”, afirma o médico Jean Gorinchteyn, infectologista do Instituto Emílio Ribas.

O especialista afirma ainda que crianças e idosos são os mais vulneráveis a desenvolver formas graves de infecções causadas pelo consumo de carne estragada. A gravidade do caso vai depender do tipo de bactéria, da quantidade de agentes contaminantes e do sistema imunológico da pessoa afetada. As crianças ainda têm o sistema de defesa imaturo, então respondem pior a essas infecções. Os idosos têm imunodeficiência. Nos dois casos, os quadros de diarreia podem ser mais graves, levando à desidratação e, em algumas situações, até a morte.

A carne imprópria para consumo, seja bovina, suína ou de frango, apresenta normalmente cor, odor e textura alterados. As carnes adequadas, portanto, são aquelas de coloração avermelhada, textura não pegajosa e lisa e que não têm cheiro ruim. Com a polêmica, muitas pessoas têm preferido comprar carnes em açougues e pequenos mercados, o que é uma boa maneira de controlar um pouco mais a origem do produto que se consome e também estimular o pequeno produtor.

 

 

Quanto aos aditivos químicos utilizados, é necessário um período de exposição prolongado a esses agentes para que eles causem danos significativos ao organismo, como o surgimento de tumores. Mesmo a relação entre alto consumo de ácido ascórbico e o aparecimento de tumores não está bem embasada na literatura científica. Doses elevadas do ácido ascórbico são cancerígenas. No entanto, apenas quem tem uma exposição prolongada a elevadas doses dessa substância teria risco de desenvolver algum tipo de câncer.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) recomenda que o consumidor priorize alimentos in natura, ou minimamente processados e não embalados, e evite alimentos ultraprocessados, como salsichas e linguiças – que não são nem próprios para consumo humano, como já falamos aqui neste post.

Faça escolhas conscientes e procure saber a origem dos produtos que consome!

 

Abraços e até semana que vem,

Nutri Fernanda Bortolon

 

Fonte: IstoÉ 

 

 

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