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Além do Cabelo
Câncer não é escolha. Bom humor é.

24.ago.2015

Por que a vida é melhor depois do câncer?

Por Flavia Maoli 41 Comentários , , , , ,

Quando descobrimos que estamos com câncer, somos obrigados a ouvir uma série de merdas. Que bom que você descobriu cedo, cabelo cresce, minha tia morreu de câncer, deus dá as piores batalhas para seus melhores guerreiros, você vai ficar linda careca, vai passar rapidinho, e por aí vai. A pior parte é que essas frases – geralmente – são ditas por pessoas que nem sequer vivenciaram o câncer, o que nos deixa com uma vontade de… sabe?

 

 

 

Mas teve uma frase que, quando eu ouvi pela primeira vez, achei que se enquadrava nessa categoria “bullshit”. Um belo dia entre eu ser diagnosticada com Linfoma e começar a quimioterapia, alguém me disse:

 

Você vai ser muito mais feliz depois de ter câncer.

 

Parece absurdo, né? Mas a verdade é que não demorou muito para eu começar a entender o significado dessa frase. Passados quase cinco anos desde esse dia, posso dizer que cada vez mais confirmo que essa frase é verdadeira – e conheço outras pessoas que passaram pelo câncer e também pensam assim!

Se você nunca teve câncer, ou recém foi diagnosticado e ainda acha que essa frase é besteira – ou teve câncer mas não viu nada mudar na sua vida, aqui vão 6 razões para acreditar que a vida é melhor depois que você teve câncer:

 

 

1. Você percebe que não é eterno

 

Você já pensou que um dia vai morrer? Você já pensou que esse dia pode ser hoje mesmo? Pois é, se você já tomou um susto daqueles – um acidente que pôs sua vida em risco ou o diagnóstico de uma doença como o câncer – pelo menos uma vezinha na vida você já percebeu que não é eterno. E pode parecer óbvio, mas a verdade é que a maioria de nós vive como se fosse imortal: vai postergando a felicidade, as viagens, os beijos e a paz de espírito para o amanhã – que amanhã já será depois de amanhã, e assim por diante.

Por que aproveitar o hoje se você pode se preocupar com o amanhã?

Quando você é diagnosticado com câncer, mesmo que doa admitir, uma das primeiras coisas que vem à cabeça é: Puta merda, vou morrer! Mas peraí: não é essa a única certeza que temos na vida?! Então pra quê o medo? Já não deveríamos estar prontos pra isso? A verdade é que nunca estamos prontos para partir – nem aos oitenta, nem aos sessenta – muito menos aos vinte e poucos anos!

 

2. Você percebe que não existem garantias

 

Lembro que, quando meu médico me disse que eu tinha 95% de chance de cura, eu ouvi aquilo como uma promessa, um contrato de que o tratamento ia funcionar no matter what. Quando, um ano e meio depois, descobri que estava em recidiva, me senti totalmente traída: pelo meu médico, pelo meu corpo, pelas estatísticas.

E foi só aí que eu entendi que aqueles 95% de chance não eram uma promessa – eram só um número. Pra mim, o que interessava era SIM ou NÃO. Apenas isso.

E isso não serve apenas para o câncer, mas pra vida como um todo. Ninguém tem garantia de nada, nunca – isso parece desesperador, mas é na verdade uma libertação. Assim como o sucesso não é garantido, o fracasso também não o é – a vida é um jogo de riscos, uma aventura que pode nos surpreender a qualquer momento, pro bem ou pro mal!

 

AC garantias

 

3. Você passa a valorizar o que tem – mais do que o que não tem

 

Às vezes eu acordo um uma vontade muito grande de ser multimilionária e poder passar a vida viajando e só fazendo o que eu gosto, sem nunca mais ter que me preocupar com dinheiro, violência ou ter que tirar o lixo do banheiro (odeio!). Eu poderia ficar triste por não ter o que eu não tenho – mas eu prefiro ser feliz tendo o que eu tenho!

 

Eu poderia ficar triste por não ter a barriga da Pugliesi… mas eu estou me esforçando pra isso? Não, então eu automaticamente fico feliz com a barriga que eu tenho!

 

Quando eu começo a fazer mimimi pelas coisas que eu não possuo, eu mesma me puxo as orelhas e lembro de tudo que eu já não tive – e agora tenho de sobra! Tenho saúde, tenho meu corpinho funcionando, tenho meu apetite e cabelo crescendo (quase que na mesma proporção), tenho liberdade de ir e vir – sem máscara, sem acompanhante, sem paranoia com germes e sem o carrinho de soro junto. E aí eu imediatamente fico muito feliz por tudo o que eu tenho – e me encho de vontade de descobrir o caminho para chegar ao que eu ainda não tenho!

 

4. Você quer que a vida valha a pena

A partir do momento que você percebe que não é eterno (leia item 1.) você automaticamente entende que seu tempo é curto, e que talvez não dê tempo para fazer tudo o que você gostaria. No meu caso, por exemplo, eu já quis ser arquiteta, contorcionista do Cirque du Soleil, atriz, modelo, estilista, Xuxa (sim, eu queria ser a Xuxa, não Paquita!) e historiadora. Não vai dar pra fazer tudo, mas certamente dá pra fazer algo que faça a vida valer a pena.

 

Fica pra próxima 🙁

Fazer algo que faça você se orgulhar de ter vivido, que seja seu legado, que seja o motivo pelo qual as pessoas se lembrem de você quando você se for (já que você não é eterno, né?). Pode ser escrever um livro, ter um filho, ajudar os necessitados, ser muito foda na sua profissão, ensinar algo a alguém, viajar o mundo com uma mochila, fazer a maior bola de chiclete do mundo, ser famoso.

Você lembra do vídeo que viralizou há uns dois anos em que uma médica falava dos cinco arrependimentos mais comuns de pacientes terminais? Ela dizia que “se o seu trabalho foi um peso e você pôs um tempo nele que agora te falta no fim da vida, certamente vai causar arrependimento”.

É claro que nem todo mundo pode largar o emprego que não gosta – afinal, as contas ainda não são pagas com amor, certo? Mas é importante encontrar sentido e prazer na vida. Encontrar o que faz sua vida ter sentido – e dedicar mais do seu tempo a isso – traz um prazer genuíno e viciante, que dinheiro nenhum pode pagar ou substituir!

Não que você nunca mais vá jogar um joguinho de celular ou ler uma revistinha de fofocas, mas você começa a entender que a vida é bem mais do que isso.    

 

É legal comer e dormir – mas viver é mais do que isso.

 

5. Você se dá conta que você é foda

Quando você é diagnosticado, tudo acontece tão rápido que parece que você não tem nenhum controle sobre o que está acontecendo. Simplesmente arrancam você da sua vida, mudam toda sua agenda, cortam pedacinhos do seu corpo sem perguntar se você está a fim de conviver com as cicatrizes depois. Aí o tratamento vem, você vai aprendendo que, apesar de ser uma fase delicada, nem todos os dias são tristes. Quando vê você está até rindo e fazendo piadinhas sarcásticas sobre a sua própria situação. E aí, num belo – e que belo! – dia, o tratamento acaba.

E é aí que a ficha começa a cair. Em algum momento você vai ter que contar sobre essa experiência pra alguém – e ouvindo em voz alta a sua própria história, você vai pensar

“Caralho, eu sou muito foda!!!”   

 

Diguidim, diguidim, diguidim! (Entendedores entenderão!)

Descobrir que você é foda não é motivo para ser prepotente, arrogante ou menosprezar o sofrimento dos outros só porque ele é diferente do seu. Descobrir que você é foda é ótimo porque você se dá conta de que, se conseguiu passar por toda essa aventura doida e desagradável chamada câncer, não vai ser qualquer obstáculo besta que irá lhe deter! Descobrir que você é foda é o primeiro passo para decidir ser foda o resto da vida! Mãos à obra! 🙂

6. Você cria uma escala de prioridades

 

Quando a gente ainda acredita ser imortal, não se importa em sofrer por qualquer coisa – afinal, temos todo o tempo do mundo! A partir do momento que a ficha cai e nós entendemos que nosso tempo de vida é limitadíssimo e precioso – começamos a colocar as coisas na balança, priorizando o que é realmente necessário e/ou nos fará feliz. 

Vale a pena se estressar porque um mal educado cortou a frente no trânsito?

Vale a pena fazer tempestade em copo d’água cada vez que alguma coisa não sai exatamente do jeito que você planejou?

Vale a pena sofrer por antecipação – e depois descobrir que sofreu em vão, porque deu tudo certo?

Vale a pena não valorizar as pessoas ao seu redor, que te amam e te querem bem – e depois se arrepender amargamente se algo acontecer com elas?

Você trocaria sua saúde inteirinha por ganhar muito dinheiro em um trabalho que não te dá nenhum prazer além do material? Provavelmente não – se sua resposta for sim, ou você é muito babaca, ou você nunca viu o que é não ter saúde.

 

Às vezes, depois que terminamos o tratamento e vamos nos afastando do “momento câncer” de nossas vidas, vamos pouco a pouco nos tornando imortais novamente. Passamos a alimentar umas picuinhas de vez em quando, somos afogados no estresse dos outros, nos deixamos ficar triste por algo que nem importa muito.

 

Lembre-se sempre de ligar o botão F!

 

E aí é o momento de parar e…. relembrar sua escala de prioridades! Ter claro para você o que é importante para a sua felicidade e o que não é lhe ajudará a separar o joio do trigo na vida cotidiana. As minhas prioridades são sempre minha saúde e meu prazer, nessa ordem. É claro que existem coisas pelas nós temos que passar e que não são tão agradáveis – mas elas sempre são, de alguma maneira, uma parte do caminho para ser feliz. O que não leva à nada, não leva à nada, como o próprio nome já diz. Desapegue e mantenha o foco nas suas prioridades.  

 

Entendeu agora por que a vida melhora depois do câncer?! 🙂

 

Um beijo,

 

Flavi

 

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41 respostas para “Por que a vida é melhor depois do câncer?”

  1. Marília Marques Lopes disse:

    Verdade mesmo!
    Acho que isso me trouxe muita lucidez para viver a vida. Descobri que tenho uma razoável inteligência emocional. O fato de o tumor aparecer junto com o final do doutorado teve um peso maior. Costumava falar à minha orientadora: depois que terminar, vou adoecer!… Adoeci, mas não do modo convencional: adoeci com os efeitos da química, e não com o tumor, que foi retirado na hora H.
    Bjs!

  2. Juliana disse:

    Oi Flavia! Li seu post e achei simplesmente sensacional! Você conseguiu colocar em palavras e organizadamente o que falo para as pessoas. Passei por câncer também e isso mudou muito a minha visão sobre o mundo e, principalmente sobre minha vida. O que mais senti foi aquilo que você disse no tópico número 1, a gente percebe que realmente pode morrer a qualquer minuto e em qualquer idade, e isso muda o jeito como você faz suas escolhas e como vive sua vida. E não adianta as pessoas dizerem que entendem o que você sente pois elas só entenderão realmente se passarem por aquilo… E tenho conhecimento de causa, pois sou enfermeira e trabalho há muito tempo em hemato e oncologia… Só consegui compreender os medos, as angústias e alegrias quando passei por isso na pele.
    Parabéns pelo post!
    Beijos.

  3. Lilian Castro disse:

    Como é verdade tudo o que você diz! Após ser internada três vezes seguidas, depois de quase morrer com diarreia, vômitos e febre (perdi oito kg em 3 semanas e depois mais tês kg, toatalizando 11kg) descobri que tenho uma doença auto-imune, crônica (doença de crohn). Mesmo não sendo câncer, te afirmo que todos os que padecem de crohn vêem a morte de perto durante as crises. E tudo o que você diz é a mais pura verdade.

  4. Leila Fonseca disse:

    Perfeita a sua descrição!!! Parabéns pelo texto. Concordo plenamente com tudo. Adorei a foto da rainha dando dedo….kkkkkk!!! Como tive vontade de fazer isso várias vezes!!!

  5. ana silvestri disse:

    Tenho que concordar contigo, depois do cancer as pessoas dizem que estou mais bonita, modéstia a parte, também estou achando. Porque estou dando maior valor a tudo que tenho, tive e principalmente a oportunidade de rever muitas coisas da minha vida. Bem colocadas tuas observações, parabéns, beijos

  6. Maria Sauerbronn disse:

    Flávia,
    Adorei esse texto, também passei por um Linfoma e me sinto exatamente assim, embora já tenha 60 anos, o aprendizado é o mesmo de quem tem 20.
    Obrigada por me ajudar a não esquecer dos valores que aprendi nessa jornada. Parabéns pelo seu trabalho, com certeza ele serve de alento aos que passam ou passaram por um diagnóstico e tratamento semelhante.
    Seu trabalho faz muita diferença na vida de muitas pessoas.

    Um grande abraço
    Maria

  7. Meg Amaral disse:

    Melhora mesmo, Flavi!

    Obrigada por me lembrar disso de uma forma tão legal e lúdica, assim posso enviar o link para várias pessoas: algumas convivem comigo e outras com o câncer, tenho a certeza de que este link vai trazer esperança e esclarecimento!

    bjO e abraço de ursO

    <3 <3

  8. Danielle disse:

    Eu aprendi um bocado de coisas, mas se eu tiver que dizer o que melhorou mesmo eu diria que foi minha ansiedade, eu aprendi a esperar e que esperar por algo não é se conformar, é apenas esperar e em quanto você espera, mil coisas boas você pode fazer por você e pelos outros. Então depois do linfoma, sou bem menos angustiada com o tempo. Isso: viver, tá muito mais legal agora!!! rsrsrsrsrs

    • Flavia Maoli Flavia Maoli disse:

      Oi, Danielle! É verdade, eu também aprendi a controlar e desapegar (de boa parte) da minha ansiedade! Que legal saber que o linfoma pode trazer algo bom, né? Beijos!

  9. Sonia Rocha disse:

    Show esse texto. Me identifiquei muito. Ainda aguardando a cirurgia para mastectomia radical, já fiz 6 quimios fazem 3 meses. Cirurgia… Nada ainda! Valeu pelas dicas!

  10. Jennifer disse:

    Muito obrigada por escrever esse maravilhoso texto, essa maravilhosa história da sua vida. Minha mãe descobriu recentemente e creio que esse texto ajudará muito a seguir em frente. Deus lhe abençoe, beijos.

  11. Clio Matzenbacher de Mours disse:

    Ainda estou no tratamento,fiz químio e não surtiu em nada,agora faço imunoterapia,estou no 2. Ciclo de 4. Tenho certeza que saio desta melhor e mais fodona, pois não é para qualquer um aguentar o que passamos.Adorei, adorei, adorei!
    Logo estarei mais forte e saberei que a vida pôs câncer é muito melhor.Beijos querida

    • Flavia Maoli Flavia Maoli disse:

      É isso aí, Clio! E pode ter certeza que você já é fodona por estar fazendo tudo isso com disposição e humor! Vai dar tudo certo, vamos em frente!!! Beijão!

  12. Camile Stumpf disse:

    Oi Flavia…
    Adorei teu texto.
    Sou médica Mastologista e lido todo dia com pctes com cancer de mama e a dificuldade do diagnostico e tratamento. Parabens.. Escreveste com bom humor !!!
    Tomei a liberdade de compartilhar teu link na minha fanpage e copiar teu link no meu site para que as pessoas possam te acessar.
    E que tudo continue dando certo para ti….
    Abs

    • Flavia Maoli Flavia Maoli disse:

      Olá, Camile! Muito obrigada pelo elogio e pelo compartilhamento! Que cada vez mais pacientes consigam ter esse olhar sobre o câncer 🙂 Abraços!

  13. Luciano Mesquita disse:

    Perfeito!!! Esse texto toca num assunto extremamente importante que é a questão da procrastinação e sobre a vida como um todo. Parabéns pelo texto!!!

  14. Luiza disse:

    Oi Flávia!
    Amei seu texto, quanta sensibilidade! Expressa tudo que sinto. Funciona como um desabafo para mim. Muito obrigada.

  15. Raquel disse:

    Oi, sou médica, tenho 31 anos e fui diagnosticada com câncer de mama há 4 meses. Logo eu, que sempre me cuidei tanto e cuidei ainda mais dos outros? Todos aos meu redor custaram a acreditar. Realmente, minha vida mudou. Existem momentos de medo, tristeza e de choro.. Coisa que antes raramente aconteciam comigo pois sempre fui conhecida pelo meu alto astral e risadas altíssimas. Mas aos poucos percebo como sou vitoriosa e batalhadora por simplesmente querer continuar viva! Isso dá força para seguir o tratamento. Tenho uma filha de um ano e meio que merece ter sua mamãe por perto por muitos e muitos anos. Ainda estou em tratamento quimioterápico, mas acredito que a pior fase já passou. Mas a fase das pessoas falarem merda.. ah essa é eterna! Cada vez que me falam “fica calma, cabelo cresce” eu juro que dá vontade de mandar a pessoa pra aquele lugar… (ué, cabelo não cresce? Então vai lá no salão raspar! Quero ver todo mundo em fila indiana pra raspar o cabelo comigo, hein?!) Sinto que ainda estou muito sensível com tudo isso, afinal, estava no meu melhor momento em termos de realizações pessoais e profissionais. Eu creio que foi Deus que falou pra mim: “filha, você não é eterna, mesmo assim vou te dar uma segunda chance então aproveite o seu tempo com o que realmente vale à pena!”. Como disse o texto, eu também me achava imortal; nada me abateria sob hipótese alguma. Obrigada por partilhar esse texto maravilhoso, com certeza vou guardá-lo para lê-lo novamente (na verdade várias vezes!). Me senti compreendida de verdade e isso foi lindo demais. É preciso ter calma e paz; pensamento positivo SEMPRE. Um grande beijo, Raquel

  16. Milena disse:

    Esse foi o texto mais real que já li sobre o assunto! Eu não tive a doença, porém meu marido teve Linfoma e terminou o tratamento no final do ano passado… tínhamos acabado de casar quando começou a apresentar os sintomas, então meu envolvimento com todo o tratamento e todas as fases ruins e boas junto com ele foram essenciais para que quando pudesse ler um texto tão bem escrito e verdadeiro como esse a gente conseguisse rir e se emocionar ao mesmo tempo! Parabéns! Descobri ontem o site e ja li muitas coisas hoje! Bjão!!!!!

  17. Juliana Arraes disse:

    E não é só depois do câncer, mas durante o tratamento você já se torna melhor. E não é só quem está com câncer, mas quem acompanha e vive essa batalha junto.
    Meu pai está nessa luta e com certeza nós já nos tornamos pessoas melhores e vemos o mundo de uma forma muito melhor 🙂

  18. joao carlos madruga disse:

    Ola fico muito feliz por voce ,por este texto de alto estima e de potencial.
    Que Deus sempre derame bençoes em sua vida,por ser esta pessoa detetminada,e de palavras boas,e nao de colocar merdas e pesamentos negativos.

    “Pois Deus gosta de pessoas assim que passa animo,e coisa positivas, ai ocorre corente do bem,encontrando verdadeiramente qualidade da vida,vivenciando harmonia comovendo paz,e avendo cura em qualquer situaçoes”

    Obrigadu flavia maoli por palavras inspiradoras e,por ser esta pessoa de Fe’.
    Tambem sou determinado nunca acreditei e nao vou acreditar que tenho isso linfoma ,e outra chamado carcinoma que foi erro do radiologista que deu a dose demais ai virou carcinoma a ,pois faz tempo que estou me tratando faz uns 7anos com acompanhamento,e hoje mes de agosto ja indo para o mes de setembro tenho a ultima sessao de quimioterapia,e digo sempre nao vou precisar fazer pois ja estou curado “fim da guerra”.
    Minha historia tambem bastante comovente flavia,nao vou propor tudo ,por que muitos fatos.pois melhor escrever um livro.rsrs?abraço beijos.

  19. Wendy disse:

    Te entendo perfeitamente e concordo plenamente! Eu tive leucemia há 4 anos, e eu sempre digo que nasci d novo! Nova eu, nova vida, nova forma d ver as coisas,,,,e é oq vc escreveu! A gente passa a ser mais feliz depois do cancêr! Pessoas q nunca teve ou q perdeu pessoaspor conta dessa doença, nunca entendem wnd falo isso….ou qnd falo q a fase da quimio, foi a melhor fase em q fui mto feliz msmo! Logico q tinha momentoa ruins, mas a maioria era boa…era libertador…e dentro do hospital, sentia as pessoas mais sinceras umas com as outras, sempre desejando o bem msmo, a saùde….odiava qnd aparecia aquele “visitante” com a cara triste de defundo, como se nos doentes fossemos obrigados a ser tristes por causa da doença….eram raras aquelas q traziam alegria! Enfim, adorei oq escreveu! Rs e que venha a cura total pra nós! Rs

  20. Isadora disse:

    Era exatamente o texto que eu precisava ler!

    No meu diagnóstico eu ouvi 90% de chance de cura mas só pensava “e se eu for os 10%?!”. Mas hoje, 1 ano e 4 meses depois, estou aqui, nos 90% e vivendo tudo o que você relatou.

  21. Andréa disse:

    Olá Flávia, compartilhei seu post na minha linha do tempo no facebook, o que é algo muito raro! Gostaria de agradecer por colocar em palavras um sentimento que sempre tive e que tb me ajudou muito durante o tratamento e acredito que tenha “contaminado” outras pessoas na sala de quimio junto comigo!!! Vamos vivendo um dia por vez! Beijos, Déa.

  22. Fran disse:

    Flavi… fiquei com inveja por você conseguir traduzir em um texto tão perfeito o resumo de toda essa “vida nova”. Sou colunista de um jornal de minha cidade, e se você me permitir, colocarei seu texto no jornal, claro com todas as referências dignas que você merece!!
    Beijos

  23. Cidinha Artioli disse:

    Verdade e verdadeira tudo o que você disse, de maneira clara e leve. Na vida, temos sempre que nos lembrar do óbvio e é do óbvio que sempre nos esquecemos: ninguém é eterno! E o ca. vem e nos joga isso na cara. Já fiz duas das três coisas que dizem que todos devem fazer na vida: plantei árvores, tive três filhos, só falta escrever o livro que já tem título: “Depois Do Câncer Me Tornei Foda. E Você?” rsrsrsrs…Bjs, Luz, Anjos e DEUS em sua vida e na de todos os companheiros e companheiras dessa jornada doida que se inicia depois do câncer!!!!

  24. Maria José Reinoso disse:

    Eu sempre achei a vida curta demais. Sempre procurei viver intensamente todos os momentos. Quando fui diagnosticada, meu marido, muito amigo e companheiro, quase teve um enfarto. Chamei-o para conversarmos e disse. benzinho, câncer não é sentença de morte, muito pelo contrário.; podemos valorizar mais a vida…E disse ainda, eu não tenho nada já estou curada em nome de JESUS. Estou em tratamento .há tres e viva vida!!!!

  25. Lourdes Mendes disse:

    Terminei o tratamento de Câncer de Mama e agora estou na luta tanto da medicação diária pela qual tenho muitas dores nas articulações e aguardando pacientemente uma cirurgia na coluna lombar pois as hérnias de disco estão comprimindo a medula e vivo à base de Dimof. Adorei o texto é vou compartilhar no Facebook pois é exatamente assim que me sinto. Priorizando… Obrigada. Beijos

  26. Adorei o texto me identifiquei muito estou aprendendo

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