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Além do Cabelo
Câncer não é escolha. Bom humor é.

10.jun.2016

Saiba como o Pilates pode ajudar durante o tratamento

Por Luci 1 Comentário , , , , ,

Pilates é uma atividade física de baixo impacto, que respeita a individualidade e os limites de cada praticante. O método combina técnicas orientais, que valorizam o alongamento e a respiração, e técnicas ocidentais, que priorizam a força muscular. Começar a praticar Pilates em função de um diagnóstico de câncer pode levar a um aumento na qualidade de vida e promover a recuperação mais rápida de quem está passando por quimioterapia.

 

Fonte: Onco e Fitness

 

Diferentemente do Yoga, que tem um viés espiritual, o foco do Pilates é o condicionamento físico e mental. A beleza e a aparente leveza na execução das técnicas de Pilates faz com que os exercícios pareçam fáceis. Quem vê não imagina o grau de exigência muscular necessário. O foco na respiração, a contração muscular bem feita, a ponta dos pés e a postura alinhada fazem toda a diferença.

Parece fácil…

 

Eu sempre gostei de esportes e nos últimos anos mantinha uma prática regular de Yoga e caminhada. No entanto, como o câncer retornou na região da bacia e eu sentia dor para caminhar, tive que ficar uns 5 meses sem fazer nada de exercícios. Em outubro do ano passado, após 3 meses de tratamento e já sem dor, meu médico me recomendou iniciar Pilates, por causa do baixo impacto. Eu nem sabia o que era Pilates direito, só tinha ouvido falar.

Oh, Pilates? Eu achei que você tinha dito torta e café…

 

Eu imaginava que Pilates era basicamente uma aula com exercícios com bolas coloridas infláveis.

 

Na verdade, a prática vai muito além disso: é possível usar vários equipamentos e acessórios. Alguns exemplos de exercícios de Pilates seguem abaixo:

Aparelho de Pilates – permite MIL exercícios diferentes! Fonte: Onco e Fitness

 

Círculo tonificador

Pesinhos e bosu (meia bola)

 

Faixa elástica

 

Bola pequena

 

E há exercícios sem equipamentos também!

 

O bom do Pilates é isso: a grande variedade de exercícios – a aula é sempre uma surpresa! Além disso, é uma atividade indicada para todas as faixas etárias.

Costanza Pascolato, ícone da moda brasileira e ex-paciente de câncer de mama, praticando Pilates aos 76 anos.

 

Uma boa dica pro inverno que descobri recentemente é comprar uma meia sapatilha para Pilates. Seu pé permanecerá quentinho e a meia antiderrapante permitirá que você faça os exercícios sem escorregar. O preço na loja PUKET é R$ 29,90 (COMPRE AQUI).

 

Durante o meu tratamento, tive bastante anemia. No entanto, a falta de energia e cansaço daí decorrentes não foram motivos pra deixar de ir ao Pilates. A vantagem desta atividade é que os instrutores adaptam os exercícios às necessidades do aluno em cada aula. E foi exatamente isto que minhas instrutoras Magda Moura e Miriam Rosito (do Levita Pilates, em Porto Alegre) fizeram: quando eu estava com menos energia, ao invés de me orientarem a fazer 10 minutos de esteira, por exemplo, orientaram-me a fazer exercícios no tapete de Pilates com menos repetições.

Anemia dá um cansaço… levantar o braço já é um mega exercício!

Achei o Pilates uma ótima opção para quem não gosta do ambiente de academias e de fazer musculação. Ao contrário das academias de musculação que usam música alta e ritmos fortes para motivar os alunos, o Pilates usa a música com o objetivo de relaxamento e concentração. Além do ambiente tranquilo, o Pilates oferece uma atenção individualizada e um contato mais próximo com o instrutor  em razão do número reduzido de pessoas na turma. Geralmente uma aula de Pilates tem de 1 a 3 alunos – o que é ótimo também quando a imunidade está baixa. E como a quimioterapia é capaz de minar a motivação de qualquer pessoa para fazer qualquer coisa, esta atenção por parte da sua instrutora de Pilates é fundamental: você vai lembrar que tem alguém que vai te passar os exercícios e, às vezes, até praticá-los junto com você, alguém que vai te falar palavras de motivação (obrigada, Miriam e Magda!) e ouvir desabafos (mas não exagere!) e você vai querer ir na aula.

 

Comecei a praticar Pilates somente uma vez por semana em outubro do ano passado. Em janeiro deste ano, já com mais energia, comecei a fazer aula duas vezes por semana. Após 7 meses da prática posso dizer que notei melhora na minha força, postura e equilíbrio, bem como o aumento do tônus muscular. E recentemente ainda tive a ótima notícia de que emagreci 3 quilos desde que o tratamento começou.

 

E isso considerando que no local onde pratico Pilates às vezes rolava um bolinho no final da aula por causa de algum aniversário! Super motivação, né?

Bolo = Felicidade

 

E aí, o que você achou deste post? Você está fazendo quimio e pratica Pilates? Ficou com vontade de começar a praticar?

Aqui no Além do Cabelo a gente acha que as melhores conversas acontecem depois da publicação dos posts e nos divertimos bastante com os comentários. Então, por favor, escreva aí embaixo!

Até o próximo post!

Beijos,

Luci

 

Fonte: Oncoguia, Onco e Fitness e Google

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Uma resposta para “Saiba como o Pilates pode ajudar durante o tratamento”

  1. Marília Marques Lopes disse:

    Ah, pois é! Eu faço há mais de 5 anos e acabei crescendo 1cm!!!! Vale muito a pena, principalmente se há boa sintonia entre o aluno e o professor. Colegas legais também fazem com que a aula tenha um ‘plus’ também!!

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